segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Hoje sorri à senhora do super mercado. Ela não viu. Mas eu cá sei que lhe sorri; e saí de lá a sentir-me uma pessoa melhor. Ela devia ter sabido que foi a primeira pessoa a quem sorri hoje. Infelizmente, nunca o saberá. Ela própria não estava muito sorridente. Talvez lhe tivesse feito bem o meu sorriso.
E depois, atravessei a porta automática cheia de resoluções na cabeça. Infelizmente, as minhas resoluções duraram tanto quanto o meu sorriso fátuo. Não eram muito consistentes as minhas resoluções.. Mas eram bonitas. Eu havia de sorrir mais. Rir-me mais. E confiar mais. Infelizmente, só consigo sorrir a senhoras do supermercado que estão demasiado ocupadas para repararem nos sorrisos alheios. E fé não cresce das árvores.
Fé. Gostaria de comprar uma caixinha de fé. Deve comprar-se no mesmo sítio onde se compra o juízo. Provavelmente pode ser encontrada na prateleira dos gambuzinos, por cima do pó de unicórnio. Olha. Agora sorri. Mas foi um sorriso assim um bocado para o triste.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Não tenho jeito para títulos

Ameaço escrever um primeiro post. Ameaço. Sinto dentro de mim uma inspiração embrionária e caustica. É uma vontadinha. Daquelas que nos fazem duvidar se é caso para ir à casa de banho ou não. Tenho alternativas igualmente boas. Tenho de aumentar o nível do meu personagem no Guild Wars 2 se quiser jogar em pé de igualdade com os meus amigos online. Em inércia absoluta, olho arregaladamente para o ecrã enquanto escrevo esta merda. Escrever ou matar monstros? Deixar aqui o testemunho da minha mente a revisitar aos oitenta anos, ou ajudar Olahf Krimil a livrar-se dos vermes que assolam as suas colheitas?
Vou jogar. Mas antes vou deixar aqui um último pensamento.
A existir, este blog será bastante ofensivo. E sendo ofensivo, isso significa que nunca verá a luz do dia. Nunca vou poder colher os frutos da minha inteligente jocosidade inata, sob pena de ficar sem amigos. Ainda assim, o meu professor disse que se era para me auto-censurar mais valia não escrever nada. E o cabrão não me deixou um número de telefone para quando eu vier a precisar dele...