segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Hoje sorri à senhora do super mercado. Ela não viu. Mas eu cá sei que lhe sorri; e saí de lá a sentir-me uma pessoa melhor. Ela devia ter sabido que foi a primeira pessoa a quem sorri hoje. Infelizmente, nunca o saberá. Ela própria não estava muito sorridente. Talvez lhe tivesse feito bem o meu sorriso.
E depois, atravessei a porta automática cheia de resoluções na cabeça. Infelizmente, as minhas resoluções duraram tanto quanto o meu sorriso fátuo. Não eram muito consistentes as minhas resoluções.. Mas eram bonitas. Eu havia de sorrir mais. Rir-me mais. E confiar mais. Infelizmente, só consigo sorrir a senhoras do supermercado que estão demasiado ocupadas para repararem nos sorrisos alheios. E fé não cresce das árvores.
Fé. Gostaria de comprar uma caixinha de fé. Deve comprar-se no mesmo sítio onde se compra o juízo. Provavelmente pode ser encontrada na prateleira dos gambuzinos, por cima do pó de unicórnio. Olha. Agora sorri. Mas foi um sorriso assim um bocado para o triste.

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